Displasia óssea grave: informação para os pais (Portuguese)
Atualizado em 9 julho 2026
Applies to England
Está a ler esta informação porque, após a ecografia das 20 semanas, suspeita-se que o seu bebé tenha uma displasia óssea grave.
Esta informação ajuda-a a si e aos seus profissionais de saúde a conversar sobre os próximos passos para si e os cuidados do seu bebé. Esta informação deve complementar, mas não substituir, eventuais discussões que tenha com os profissionais de saúde.
Saber que o bebé possa não se estar a desenvolver conforme esperado pode ser algo difÃcil. É importante que saiba que não está sozinha.
Vamos encaminhá-la para uma equipa de especialistas que vai:
- fornecer mais informação sobre a malformação do bebé
- esclarecer eventuais dúvidas que possa ter
- ajudá-la a planear os passos seguintes
Acerca da displasia óssea grave
As displasias ósseas são um grupo de malformações que consistem no crescimento e desenvolvimento inesperado dos ossos do bebé.
Há muitos tipos diferentes de displasias ósseas, sendo que alguns são mais graves do que outros. As displasias ósseas graves são os tipos mais graves destas malformações.
Se o seu bebé tiver uma displasia óssea grave, o crescimento ósseo é muito reduzido e os ossos do peito (costelas) podem não crescer corretamente. Isto significa que os pulmões podem não se desenvolver totalmente, porque o peito é demasiado pequeno. Infelizmente, a maior parte dos bebés com displasia óssea grave nascem mortos ou morrem pouco após o parto. Não existe cura nem nada que possa impedir a displasia óssea grave.
Causas
Não sabemos exatamente o que causa a displasia óssea grave. Não é causada por algo que você tenha, ou não tenha, feito. A doença está normalmente associada a outros problemas médicos, como os que afetam os cromossomas (informação genética) do bebé. Poderá conversar com a equipa de especialistas sobre as suas circunstâncias individuais.
A displasia óssea grave ocorre em cerca de um bebé em cada 10.000 (0,01%).
Como são detetadas as displasias ósseas graves
É feito o rastreio das displasias ósseas graves na ecografia das 20 semanas (entre as 18+0 e 20+6 semanas de gestação). Por vezes, estas malformações podem ser visÃveis numa ecografia realizada numa fase mais precoce, normalmente por volta das 12 semanas de gestação.
Testes e consultas de acompanhamento
Uma vez que a ecografia de rastreio realizada às 20 semanas indica que o seu bebé possa ter uma displasia óssea grave, será encaminhada para uma equipa de especialistas que cuida de grávidas e bebés antes do parto. A equipa poderá estar baseada no hospital onde está atualmente a receber o acompanhamento pré-natal ou num hospital diferente.
A equipa de especialistas irá propor-lhe testes e exames adicionais, como a biópsia das vilosidades coriónicas (BVC) ou amniocentese, que confirmarão se o bebé tem uma displasia óssea grave e o respetivo eventual significado. Também poderá ser encaminhada para uma equipa de questões genéticas e poderão ser-lhe propostos testes adicionais para identificar o tipo de displasia óssea grave do bebé. Normalmente, o diagnóstico exato é feito através de um teste genético, radiografias e um exame detalhado após o parto.
Poderá querer escrever eventuais perguntas que queira fazer antes de ver a equipa de especialistas.
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A displasia óssea grave não tem tratamento. Infelizmente, a maior parte dos bebés com displasia óssea grave nascem mortos ou morrem pouco após o parto. Isto deve-se ao facto de não poderem sobreviver sem os pulmões adequadamente desenvolvidos.
Passos seguintes e escolhas
Se se confirmar que o bebé tem uma displasia óssea grave, pode conversar com a equipa de especialistas a cuidar de si durante a gravidez acerca da malformação do bebé e as respetivas implicações. A equipa irá disponibilizar-lhe o máximo de informação possÃvel, para poder fazer escolhas informadas sobre as opções relacionadas com a sua gravidez. Estas incluem continuar ou terminar a gravidez.
Poderá querer informar-se melhor sobre as displasias ósseas graves. Talvez ache útil falar com uma organização de apoio com experiência a ajudar os pais nesta situação.
Se decidir continuar com a gravidez, a equipa de especialistas ajudá-la-á a planear os seus cuidados. A equipa irá conversar consigo acerca dos cuidados que deseja para o seu bebé após o parto. Consoante os sintomas especÃficos do bebé, poderão propor-lhe cuidados paliativos. Os cuidados paliativos infantis concentram-se na promoção da melhor qualidade de vida e cuidados possÃveis para todas as crianças com uma doença incapacitante para a vida e para a sua famÃlia.
Se decidir terminar a gravidez, ser-lhe-á dada informação a esse respeito e sobre como será apoiada. Deverá ser-lhe dada a escolha de onde e como terminar a gravidez e receberá apoio individual para si e a sua famÃlia.
Se quiser ter memórias do seu bebé, os funcionários ajudá-la-ão a si e à sua famÃlia a esse respeito.
Só você é que sabe qual é a melhor decisão para si e a sua famÃlia. Independentemente da decisão que tomar, os seus profissionais de saúde apoiá-la-ão.
Futuras gestações
Consoante o tipo de displasia óssea grave que o bebé tenha, poderá haver a probabilidade de ter outro bebé com esta malformação.
Poderá ser encaminhada para um conselheiro genético ou médico geneticista clÃnico para discutir futuras gestações.
Mais informação
A  (ARC) é uma instituição de solidariedade social a nÃvel nacional que apoia as pessoas a tomar decisões sobre o rastreio e diagnóstico e se querem ou não continuar com uma gravidez.
A  (Sands) é uma instituição de solidariedade social a nÃvel nacional que apoia qualquer pessoa que tenha sido afetada pela morte de um bebé.
A  é uma instituição de solidariedade social a nÃvel nacional que ajuda as crianças gravemente doentes e as suas famÃlias a aproveitar ao máximo cada momento juntos, que sejam anos, meses ou horas.
Há informação disponÃvel para os pais a quem for proposto fazer uma biópsia das vilosidades coriónicas (BVC) ou teste de diagnóstico de amniocentese.